segunda-feira, 3 de junho de 2013

Audiodescrição em pauta na mídia cearense no mês de junho


O jornal O Povo de hoje traz em seu caderno Opinião, um artigo sobre a audiodescrição, que foi tema da audiência pública realizada na Câmara Municipal de Fortaleza, no último dia 27, requerida pelo Vereador Acrísio Sena em atendimento à mobilização promovida pela ATAV Brasil, que contou a representação das pessoas com deficiência visual da Sociedade de Assistência aos Cegos, do Instituto Dr. Hélio Góes e da E.E.F. Instituto dos Cegos, e do Espaço Cultural Correios e do Memorial da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, ambos equipamentos culturais de Fortaleza.

ARTIGO 03/06/2013

Você sabe o que é audiodescrição?

A Câmara de Vereadores de Fortaleza realizou, no dia 27 de maio, audiência pública para debater a necessidade de implantação da audiodescrição (AD) nos meios de comunicação e nos projetos e eventos culturais, sociais e esportivos do Município. Mas o que é a AD?

A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, excluídos da experiência audiovisual e cênica.

A AD é uma modalidade de tradução audiovisual desenvolvida para atender as necessidades da pessoa com deficiência visual, que consiste na análise criteriosa e consciente dos elementos de caráter visual que deverão ser traduzidos em palavras, relacionando e estabelecendo equivalências entre códigos diferentes de comunicação: unidades visuais e linguísticas.

A atividade é organizada, em todo o país, pela Associação dos Tradutores Audiovisuais do Brasil (Atav Brasil). É uma entidade civil, não governamental, sem fins lucrativos e econômicos, que congrega e representa os profissionais desta área. O objetivo é “traduzir” produções audiovisuais, compreendidas no universo do teatro, do cinema, da televisão e dos espaços museológicos, dentre outros, por meio de AD para pessoas com deficiência visual, Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE), Dublagem, Interpretação, Legendagem Interlinguística e Voice-over.

A Atav BRASIL, em parceria com o Grupo LEAD, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), realizou a tradução de várias produções audiovisuais. O grupo é formado por graduados e pós-graduados nas áreas de letras, estudos da tradução e linguística aplicada com reconhecida experiência no mercado de tradução e acessibilidade audiovisual.

Estes profissionais merecem um maior reconhecimento por parte da sociedade e do poder público, assim como a luta das pessoas que lidam, diariamente, contra suas limitações físicas. A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade.

Acrísio Sena
acrisiosenapt@gmail.com 
Vereador (PT)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

CMFor realiza audiência pública sobre audiodescrição

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) realizará nesta segunda-feira (27), às 14h, uma Audiência Pública para debater a necessidade de implantação da audiodescrição nos meios de comunicação e nos projetos e eventos culturais, sociais e esportivos no município de Fortaleza.

O requerimento da audiência é de autoria do Vereador Acrísio Sena e terá como principais pontos a serem discutidos:

  • O cumprimento da Portaria Nº 188/2010 pelas emissoras de TV de Fortaleza com transmissão em sinal digital, o que inclui a TV Fortaleza, emissora oficial do Poder Legislativo Municipal, integrada à Rede Legislativa de TV Digital e transmitida em canal aberto, por meio do canal 61.4 e com qualidade digital;
  • Inclusão da audiodescrição nos editais públicos de fomento à cultura e nos eventos culturais, sociais e esportivos;
  • Reconhecimento da profissão de audiodescritor em âmbito municipal, com base na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) Ministério do Trabalho e Emprego;
  • Criação do dia da audiodescrição em Fortaleza.

A audiência será transmitida ao vivo pelo canal 61,4 da TV Fortaleza e Rádio Fortaleza FM 93,5.


::SERVIÇO
Audiência Pública “A Audiodescrição nos meios de comunicação e nos projetos e eventos culturais, sociais e esportivos no município de Fortaleza”
Data: 27 de maio de 2013,
Hora: 14h
Local: Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza
(Rua Thompson Bulcão, 830 – Patriolino Ribeiro)
Confirmar presença: (85) 3444.8377

CMFor realiza audiência pública sobre audiodescrição

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) realizará nesta segunda-feira (27), às 14h, uma Audiência Pública para debater a necessidade de implantação da audiodescrição nos meios de comunicação e nos projetos e eventos culturais, sociais e esportivos no município de Fortaleza.

O requerimento da audiência é de autoria do Vereador Acrísio Sena e terá como principais pontos a serem discutidos:

  • O cumprimento da Portaria Nº 188/2010 pelas emissoras de TV de Fortaleza com transmissão em sinal digital, o que inclui a TV Fortaleza, emissora oficial do Poder Legislativo Municipal, integrada à Rede Legislativa de TV Digital e transmitida em canal aberto, por meio do canal 61.4 e com qualidade digital;
  • Inclusão da audiodescrição nos editais públicos de fomento à cultura e nos eventos culturais, sociais e esportivos;
  • Reconhecimento da profissão de audiodescritor em âmbito municipal, com base na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) Ministério do Trabalho e Emprego;
  • Criação do dia da audiodescrição em Fortaleza.

A audiência será transmitida ao vivo pelo canal 61,4 da TV Fortaleza e Rádio Fortaleza FM 93,5.


::SERVIÇO
Audiência Pública “A Audiodescrição nos meios de comunicação e nos projetos e eventos culturais, sociais e esportivos no município de Fortaleza”
Data: 27 de maio de 2013,
Hora: 14h
Local: Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza
(Rua Thompson Bulcão, 830 – Patriolino Ribeiro)
Confirmar presença: (85) 3444.8377

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Festival Palco Giratório oferecerá programação acessível em Recife

O espetáculo “A Pereira da Tia Miséria”, do grupo paranaense Núcleo Às de Paus, será apresentado hoje (23), às 16h, no Pátio São Pedro, com audiodescrição e tradução em LIBRAS, realizados pela equipe da VouVer Acessibilidade. Esta apresentação é parte integrante da programação do Festival Palco Giratório.

Descrição da imagem pela equipe da VouVer: Fotografia colorida do espetáculo. Dois seres em pernas de pau. O da esquerda está com a cabeça coberta por um pano amarelado, usa uma roupa amarronzada e segura um cajado. O da direita usa um vestido com saia clara. Ao fundo, um amontoado de areia. (Foto: Natália Turini)

O espetáculo apresenta a Fome personificada em uma criança nascida da Miséria que todas as pessoas temem. Separada de sua mãe, ela percorre o mundo, trazendo o sofrimento a todos. O ser humano temendo o que pode acontecer se a Fome chegar a seu ponto extremo, busca saciá-la, embora a Morte, tão temida por todos, é a melhor saída para um mundo em que novas possibilidades não param de nascer.

Promovido pelo Sesc, o Festival Palco Giratório Recife traz para o público local uma programação múltipla de espetáculos, trazendo diferentes linguagens cênicas, além de atividades formativas. O Palco Giratório chega a sua 16ª edição nacional, proporcionando intercâmbios entre o público com a arte ao discutir assuntos atuais para reflexão sobre a sociedade. Este ano, foram selecionados 16 espetáculos vindos das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.


:: SERVIÇO
A Pereira da Tia Miséria
Núcleo Às de Paus (PR)
Texto e concepção: Luan Valero
Elenco: Bruna Stépanhie, Camila Feoli, Guilherme Kirchheim, Luan Valero, Rebeca Oliveira, Rogério Costa, Thunay Tartari
Trilha sonora e direção musical: Eric D'Ávila
Cenografia: Rogério Costa e Alex Lima
Figurinos: Alex Lima
Data: 23/05/2013
Horário: 16h
Local: Pátio São Pedro
Com audiodescrição e tradução em LIBRAS
Programação gratuita

Equipe VouVer Aecssibilidade
Audiodescrição: Andreza Nóbrega e Liliana Tavares
Consultor: Milton Carvalho
Tradução em LIBRAS: Irani Silva

terça-feira, 21 de maio de 2013

UECE debate a acessibilidade na educação envolvendo a audiodescrição e a legendagem


O Centro de Educação (CED) da Universidade Estadual do Ceará (UECE) deu início no último dia 13, ao primeiro Ciclo de Debates sobre acessibilidade na educação envolvendo a audiodescrição e a legendagem com a exibição do vídeo “Ver para ouvir, ouvir para ver”, de Soraya Ferreira, seguida a palestra da Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia Santiago Araújo, coordenadora do Grupo LEAD (Legendagem e Audiodescrição).

O ciclo se propõe discutir as pesquisas em Tradução Audiovisual (TAV) na UECE, realizadas em nível de pós-graduação pelo Grupo LEAD sobre a audiodescrição (AD) para pessoas com deficiência visual e a legendagem para surdos e ensurdecidos (LSE), bem como o papel dessas modalidades de tradução na educação dessas pessoas. 

Desta forma, alunos e professores dos Cursos de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) do CED e demais pesquisadores interessados na área de Educação Especial estão convidados a conferir a programação que continua nesta sexta-feira, conforme segue:

24/05/2013

8h00 – 10h00
Vídeo: "O Grão", de Petrus Cariry (88 minutos).

10h00 – 11h30
Mesa Redonda: Acessibilidade no Cinema

Prof.ª Dr.ª Renata Mascarenhas (CED/UECE), Prof. Ms. Klístenes Bastos Braga (CH/UECE) e Prof.ª Ms. Élida Gama Chaves (CH/UECE).
Mediadora: Prof. Ms. Renata Rosa Russo P. C. Ribeiro (CED)

07/06/2013

8h00 – 9h00
Vídeos: “Águas de Romanza", de Glaúcia Soares e Patrícia Baía (15 minutos), e “Adorável Rosa”, de Aurora Miranda Leão (19 minutos).

9h00 – 10h00
Mesa Redonda: Acessibilidade no teatro e nas artes
Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia Santiago Araújo (PPGE-PosLA), Prof.ª Ms. Bruna Alves Leão e Prof.ª Ms. Marisa Ferreira Aderaldo (CH/UECE)
Mediadora: Prof.ª Ms. Renata Rosa Russo P. C. Ribeiro (CED)

10h00 – 10h30
Vídeos: "O amor na sua violência e na sua doçura", de Sara Benvenuto (10 minutos), e “A Entrevista”, de Sara Benvenuto (9 minutos).

10h30 – 12h
Mesa Redonda: Adaptação fílmica e acessibilidade
Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia Santiago Araújo (PPGE-PosLA), Prof.ª Ms. Sara Mabel (CH/UECE) e Prof.ª Ms. Ana Katarinna Pessoa do Nascimento (CH/UECE)
Mediadora: Prof.ª Ms. Renata Rosa Russo P. C. Ribeiro (CED).

19/06/2013

8h00 – 8h30

Vídeos: "Uma vela para Dario", de Soraya Ferreira (12 minutos), e “Reisado Miudim", de Petrus Cariry (13 minutos)

8h30 – 9h30
Mesa Redonda: Acessibilidade e o uso das tecnologias
Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia Santiago Araújo (PPGE-PosLA), Prof.ª Ms. Alexandra Frazão Seoane (UECE/CH) e Prof. Ms. João Francisco de Lima Dantas (UECE/CH).
Mediadora: Prof.ª Ms. Renata Rosa Russo P. C. Ribeiro (CED)

9h30 – 10h00
Vídeos: “Capistrano no quilo”, de Firmino Holanda (21 minutos), e “Intervalo”, de Sara Benvenuto (6 minutos)

10h00 – 11h30
Mesa Redonda: Acessibilidade e o uso das tecnologias
Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia Santiago (PPGE-PosLA), Prof.ª Ms. Silvia Malena Modesto Monteiro (UECE/CH) e Prof. Ms. Juarez Nunes de Oliveira Júnior (UECE/CH)
Mediadora: Prof.ª Ms. Renata Rosa Russo P. C. Ribeiro (CED).

28/06/2013

8h00 – 10h00
Mesa Redonda: Acessibilidade no ensino superior
Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia Santiago (UECE/CH-CED), Prof.ª Ms. Renata Rosa Russo P. C. Ribeiro (UECE/CED), Prof.ª Ms. Tarcileide Bezerra (UECE/CED), Prof.ª Dr.ª Geandra Claudia (UECE/CICTEC) e Prof.ª Dr.ª Rita de Cassia Barbosa Paiva Magalhães (UFRN).
Mediadora: Prof.ª Dr.ª Renata Mascarenhas (CED/UECE)

10h00 – 11h00
Encerramento - Momento cultural. 

O evento é uma realização do PPGE/UECE em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada (PosLA) também da UECE, com o apoio  da Direção e Vice-direção do Centro de Educação (CED-UECE) e Centro de Humanidades (CH-UECE).


::SERVIÇO
Ciclo de Debates Acessibilidade na educação: audiodescrição e legendagem
Dias: 13 e 24/05 e 07, 19 e 28/06/2013
Local: Auditório do Centro de Educação (CED)
Endereço: Av. Paranjana, nº 1.700 - Campus do Itaperi
www.uece.br
Contatos: (85) 3101.9869 / renata.russo@uece.br / vera.santiago@uece.br

terça-feira, 30 de abril de 2013

Pesquisadores brasileiros publicam livro sobre a audiodescrição no Brasil


O livro Os Novos Rumos da Pesquisa em Audiodescrição no Brasil é fruto do projeto de Cooperação financiado pela CAPES (PROCAD CAPES) entre a Universidade Estadual do Ceará e a Universidade Federal de Minas Gerais, o qual visa a elaboração de um modelo de audiodescrição com subsídios da multimodalidade, da semiótica social e dos estudos da tradução. Além dos estudos gerados pelo projeto no que diz respeito à AD de filmes, de teatro e de obras de arte, temos pesquisas em outras universidades que também trabalham com o tema como a Universidade Federal da Bahia, a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte e a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

A audiodescrição é uma modalidade de tradução audiovisual utilizada para tornar uma produção audiovisual (o teatro, o cinema, a televisão, a obra de arte, o evento esportivo) acessível para pessoas com deficiência visual por meio da tradução intersemiótica ou transmutação de imagens em palavas. A técnica vem sendo objeto de pesquisa da academia desde 2005, cujo foco relaciona-se com a busca de parâmetros de audiodescrição que atendam às necessidades das pessoas com deficiência visual do Brasil e com a formação de audiodescritores.

O livro, com treze artigos relatando sobre os mais diversos tipos de pesquisa, destina-se a profissionais e pesquisadores da área de audiodescrição, assim como pesquisadores de outras áreas que tenham interesse na discussão da questão da acessibilidade de pessoas com deficiência visual aos meios audiovisuais. Estão diretamente envolvidos nessa discussão pesquisadores e profissionais da Letras, Linguística, Pedagogia, Fonologia, Fonoaudiologia e Comunicação Social, dentre outros.

Organizado pelas professoras Vera Lúcia Santiago Araújo e Marisa Ferreira Aderaldo, a primeira edição do livro conta com artigos dos seguintes pesquisadores: Rafaela Bezerra de Medeiros, Antônio Luciano Pontes, Bruna Alves Leão, Klístenes Bastos Braga, Pedro Henrique Lima Praxedes, Célia Maria Magalhães, Juarez Nunes de Oliveira Junior, Alexandra Frazão Seoane, Júlio Pinto, Flávia Mayer, Wilson Júnior de Araújo Carvalho, Eliana Paes Cardoso Franco, Alana Monteiro Murinelly Monteiro, Renata de Oliveira Mascarenhas, Deise M. Medina Silveira, Barbara C. dos Santos Carneiro e Adriana Urpia.

Seguem abaixo os títulos dos artigos e seus respectivos autores:

OS NOVOS RUMOS DA PESQUISA EM AUDIODESCRIÇÃO NO BRASIL

PROPOSTA DA MICROESTRUTURA DE UM GLOSSÁRIO SEMITRILÍNGUE DOS TERMOS DA AUDIODESCRIÇÃO
Francisca Rafaela Bezerra de Medeiros, Antônio Luciano Pontes

A AUDIODESCRIÇÃO PARA O TEATRO INFANTIL
Bruna Alves Leão

A AUDIODESCRIÇÃO DE MONUMENTOS: UMA EXPERIÊNCIA COM O THEATRO JOSÉ DE ALENCAR
Bruna Alves Leão, Klístenes Bastos Braga
  
DOM PORTINARI DE LA MANCHA: ACESSIBILIDADE VISUAL POR MEIO DA AUDIODESCRIÇÃO
Marisa Ferreira Aderaldo

A NEUTRALIDADE EM AUDIODESCRIÇÕES DE PINTURAS: RESULTADOS PRELIMINARES DE UM DESCRIÇÃO VIA TEORIA DA AVALIATIVIDADE
Pedro Henrique Lima Praxedes, Célia Maria Magalhães

A PINTURA DE ALDEMIR MARTINS PARA CEGOS: AUDIODESCREVENDO CANGACEIROS
Vera Lúcia Santiago Araújo, Juarez Nunes de Oliveira Junior

A AUDIODESCRIÇÃO DO FILME CORISCO E DADÁ
Alexandra Frazão Seoane

PROJETO CINEMA AO PÉ DO OUVIDO: UM ESTUDO SOBRE A RECEPÇÃO À AUDIODESCRIÇÃO
Júlio Pinto e Flávia Mayer

FILME DE ARTE ACESSÍVEL: A AUDIODESCRIÇÃO DE O GRÃO
Klístenes Bastos Braga

LOCUÇÃO EM FILMES AUDIODESCRITOS PARA PESSOAS CEGAS OU COM BAIXA VISÃO: UMA CONTRIBUIÇÃO À FORMAÇÃO DE AUDIODESCRITORES
Wilson Júnior de Araújo Carvalho, Célia Maria Magalhães, Vera Lúcia Santiago Araújo

A AUDIODESCRIÇÃO DE CENAS DE SEXO EM O SIGNO DA CIDADE
Eliana Paes Cardoso Franco, Alana Monteiro Murinelly Monteiro

A NARRATIVA AUDIOVISUAL RECRIADA NA AUDIODESCRIÇÃO: UMA PROPOSTA DE TRADUÇÃO PARA A MINISSÉRIE POLICIAL LUNA CALIENTE
Renata de Oliveira Mascarenhas

AUDIODESCRIÇÃO PARA ALÉM DA VISÃO: UM ESTUDO PILOTO COM ALUNOS DA APAE
Deise M. Medina Silveira, Eliana Paes Cardoso Franco, Barbara C. dos Santos Carneiro, Adriana Urpia


Descrição da imagem por Klístenes Braga: Capa do livro Os novos rumos da pesquisa em audiodescrição no Brasil. Retângulo vertical de fundo preto. No canto superior direito está escrito em letras brancas: Vera Lúcia Santiago Araújo, Marisa Ferreira Aderaldo, organizadoras. Logo abaixo, ainda na metade superior e centralizado, está escrito o título em letras cinza, mas com destaque para a palavra audiodescrição, que está escrita em letras vermelhas e de maior tamanho que as demais. Embaixo do título há nove pequenos quadrados cinza com ícones brancos, dispostos em três colunas e três linhas. Da esquerda para a direita, na primeira linha: um alto-falante, um olho e um balão de diálogo; na segunda linha: um microfone, uma câmera filmadora e uma paleta de cores com um pincel; e na terceira linha: uma semicolcheia, um lápis e as máscaras representativas da tragédia e da comédia no teatro, sendo que esta última é preta. Na parte inferior, ao centro, está o ícone da editora: desenho de uma seta menor e outra maior convergindo para o mesmo ponto. Ao lado da figura está escrito em letras brancas: Editora CRV.


:: SERVIÇO
Os Novos Rumos da Pesquisa em Audiodescrição no Brasil
Organizadoras: Vera Lúcia Santiago Araújo e Marisa Ferreira Aderaldo
ISBN: 978-85-8042-592-5
Editora: EDITORA CRV
Número de páginas: 220
Ano de Edição: 2013
Formato do Livro: 16x23
Número da Edição: 1
Onde comprar: http://www.editoracrv.com.br/?pid=3739&f=produto_detalhes

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Fotografias para ver, ouvir, sentir e imaginar

Por Klístenes Braga

O universo da fotografia surpreende a cada possibilidade de um novo olhar, principalmente, quando esse olhar conta com a sensibilidade do toque e a acuidade da audição.

Foi assim que alunos do Instituto Dr. Hélio Góes, instituição pertencente à Sociedade de Assistência aos Cegos do Ceará, e da E.E.F.M. Instituto dos Cegos puderam conferir a exposição Olhar do Coração, da artista Jaquelina Rolim, na última sexta-feira (19), no CUCA da Barra do Ceará.

Com as mãos curiosas sobre as informações transcritas para o sistema Braille e os contornos em alto relevo de cada fotografia e com os ouvidos atentos às descrições das imagens repletas de cores vibrantes de uma natureza viva e pulsante e de objetos cuja simbologia retrata a alma da própria artista, os alunos embarcaram nessa viagem insólita ao registro de um momento único recriado pela sensibilidade do olhar fotográfico de Jaquelina.

Jaquelina Caldas Rolim de Oliveira, natural do Crato-CE, massoterapeuta com baixa visão, é precursora na luta pela inclusão da pessoa com deficiência visual na região do cariri cearense. Participou de um curso de Fotografia Digital, promovido pelo SENAC do Crato – CE, e a partir de então sua lente passou a retratar o mundo com muita luz, cor e poesia.

A jovem Sara Vieira Gonçalves, aluna do 9º ano do Instituto Dr. Hélio Góes, foi uma das visitantes da exposição e afirmou que a fotografia do ganso foi a que ela mais gostou. Segundo a estudante, ao tocar a obra, sentir as formas e ouvir as descrições, ela reavivou a memória sobre como é aquela ave. Sara perdeu a visão há quatro anos.

Breve descrição da imagem: fotografia de Sara Gonçalves. Sara está em pé e de perfil diante de uma das fotografias fixadas na parede de tons pastel. Sara é morena, tem cabelos castanhos, está usando a blusa branca com verde da instituição e segura o mp4 com a mão esquerda e toca a moldura preta com a mão direita.

Para Juliana Muniz, historiadora e produtora cultural responsável pelo Projeto Multiacesso do Instituto CUCA, descobrir as dificuldades em relação à acessibilidade cultural das pessoas com deficiência em Fortaleza foi um grande desafio. Desde que assumiu a coordenação desse projeto, Juliana tem realizado várias atividades com pessoas com deficiência visual, como é caso dessa exposição, e afirmou que sempre se emociona ao realizar cada atividade. “Através do toque, do sentido da audição e do recurso da imaginação”, os visitantes com deficiência visual podem alcançar a fruição juntamente com os demais ao visitarem exposições, completou Juliana.

A partir de uma rápida orientação sobre o manuseio do aparelho mp4, os jovens com deficiência visual compreendem rapidamente a dinâmica de mobilidade no espaço e a alternância entre as faixas de áudio sincronizadas com o percurso do piso podotátil, seguindo assim com total autonomia pelo espaço expositivo.

Para a produtora do CUCA, as iniciativas inclusivas do Multiacesso têm sido importantes contribuições para sensibilizar a sociedade, a cidade, os órgãos públicos, as instituições, o governo e a secretaria de cultura sobre a importância de uma programação cultural com recursos de acessibilidade para todos.

O projeto de audiodescrição foi elaborado e executado pela Leão & Braga Audiodescritores Associados, que também ofereceu uma consultoria em acessibilidade para a montagem da exposição. Segundo Bruna Leão, sócia-diretora da empresa, os contornos em alto relevo sobre os elementos principais de cada fotografia, destacados pela própria Jaquelina, aliados às descrições das informações visuais foram extremamente importantes para favorecer ao público com deficiência visual uma ampla compreensão das obras da artista. Bruna ressaltou ainda a importância de os equipamentos culturais oferecerem regularmente uma programação acessível para todos em Fortaleza


Breve descrição da imagem: fotografia dos vários jovens das duas instituições convidadas, visitando a exposição. Todos são vistos de costas e a maioria está em pé e usando blusa branca com verde, do Instituto Dr. Hélio Góes, e azul, da E.E.F.M. Instituto dos Cegos. Três rapazes estão sentados em um banquinho de madeira, atrás da fila de visitação.